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INFORME ASOF: “Me indique um escravo”

O assustador título “Me indique um escravo” da reportagem publicada pelo Blog do Vicente, na seção digital do jornal Correio Braziliense, no dia 26 de junho de 2017, causou espanto aos leitores da matéria, gerando manifestações de reprovação por parte dos servidores do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo a reportagem, o descalabro se deu em conversa de dois servidores públicos enquadrados nos mais altos degraus da carreira de Diplomata, quando um deles – que ocupa a chefia de representação brasileira no exterior – pede para que sua interlocutora o indique “um escravo” para tratar de determinado assunto de seu interesse em Brasília.

Não é difícil perceber o grau de reprovabilidade social e moral da conduta do Diplomata ao chamar de escravo colega de trabalho, independentemente de sua qualificação profissional ou pessoal. Pois veja que a situação do Diplomata piora sensivelmente ao sabermos, também por meio da reportagem, que o adjetivo pejorativo por ele utilizado faz referência a servidora integrante da carreira de Oficial de Chancelaria, uma das que compõem o Serviço Exterior Brasileiro.

Há muito a ASOF, conjuntamente com instituições representativas dos servidores do MRE, busca a erradicação da cultura de violência psíquica e assédio moral instalada no âmbito do Ministério. Este horrível episódio demonstra por sua essência que o tratamento dispensado a Assistentes de Chancelaria, Oficiais de Chancelaria e até mesmo Diplomatas em início de carreira é imoral, ilegal e contumaz. Vários são os casos que podem ser citados como exemplo e dos quais não se tem noticia de conclusão.

Ademais, não se pode usar como justificativa de ação o argumento de terem, o Diplomata e sua interlocutora, relação de estreita amizade, sobejamente por estarem utilizando-se de ferramentas de trabalho para denegrir colega de trabalhoe que tomou conhecimento do adjetivo a ela empregado por puroacaso. Ainda que se diga não ter o intuito de ofender, o termo “escravo” é ofensivo por si só e ninguém o usa com o objetivo de enaltecer apessoa, mas para denegri-la, reduzindo sua importância na composição institucional do seu local de trabalho.

Atitudes como esta, realizadas por servidores que ocupam posições de comando na instituição, ainda que ali estejam transitoriamente, reforçam a cultura de assédio que tomou conta do MRE e que a ASOF procura, há bastante tempo, combater. Vale lembrar que as posições mais altas da estrutura organizacional do Ministério das Relações Exteriores são ocupadas por integrantes da carreira de Diplomata apenas em razão regulamentação que foi além do espírito da lei, pois teoricamente, e já que o requisito básico de ingresso das Carreiras de Oficial de Chancelaria e Diplomata é o mesmo – ter diploma de conclusão de curso superior – integrantes de ambas as carreiras são intelectualmente habilitados a ocuparem as posições de comando.

Por fim, é mais do que necessário e urgente que o Ministério das Relações Exteriores tome por objetivo a erradicação do comportamento assediador arraigado à imagem da instituição e que hora ou outra chega aos jornais, causando indignação social externa e interna corporis. Este é o momento de dar um basta ao corporativismo, ao tratamento diferenciado em razão de cargo ou de pessoa.

 

Cesar Dunstan Fleury Curado

Presidente

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